terça-feira, 24 de janeiro de 2012





queridos amigos alfacinhas por opção
vou descer à capital
apanhar sol não estaria mal
no ano par quem sabe haja vagar
para vos ver e deitar a mão!

18.janeiro.2012. rosário forjaz
a nortenha por opção

queridos amigos alfacinhas por opção

desci à capital

encontrei sol nos vossos vagares

sobre o rio tejo em salutar degustação

no jardim adocicado e com travo a canela a belém

no apipentado caril ao rossio

no berço alcova de tão lindo rosto ao marquês

na casa da prima mais velha africana de toalha amarela

e na desfolhada gradual da prima dona rosa que de botão se abriu para mim a algés

deitei a mão aos vossos sorrisos

24.janeiro.2012. rosário forjaz

a nortenha por convicção

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

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O dia em que a Soares dos Reis parou | P3


12 janeiro 2012/ Flashmod 127 anos da EASR/
O dia em que a Soares dos Reis parou | P3

A Escola Artística de Soares dos Reis parou uma vez em 127 anos. O Flash Mob aconteceu no Porto, a 12 de Janeiro. Com o soar da primeira badalada do carrilhão da rua de Santa Catarina, os alunos imobilizaram-se. Com lápis, blocos e esquissos. Quebrado o feitiço, cantaram os "Parabéns" uma, duas, três vezes. E a cidade voltou a ser o que era.

video da autoria de Luís Octávio Costa e Pedro Almeida

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

BOM ANO 2012


nestes dias frios de inverno a luz do entardecer, quente e limpida, faz da paisagem um lugar de contemplação e de aconchego.
esta paisagem vejo-a de casa. cada dia olho as árvores ao longe. cada noite que chega acendem-se
as luzes do casario , umas mais próximas outras mais distantes.
como os amigos.
a todos vós desejo que da luz surtam dias luminosos!calorosos!
rosário forjaz

sábado, 24 de dezembro de 2011

Pedras, de Fernando Pessoa

Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes,
mas não esqueço de que a minha vida é a maior empresa do mundo.
E que posso evitar que ela vá a falência.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e
se tornar um autor da própria história.
É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar
um oásis no recôndito da sua alma .
É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.
Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos.
É saber falar de si mesmo.
É ter coragem para ouvir um 'não'.
É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.
Pedras no caminho?
Guardo todas, um dia vou construir um castelo...


(Fernando Pessoa)

domingo, 13 de novembro de 2011

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

The Big Draw 2011. "Tapeandtrees" by artist Franklin Evans at Wave Hill. May 14, 2011. Photo by Joshua Bright. Courtesy of Wave Hill.


The Big Draw 2011


Saturday, October 15, 2011
The Big Draw is an annual celebration of drawing inspired by the wildly popular United Kingdom program of the same name. Now in its 6th year in New York, The Big Draw is expanding from a one-day celebration to a series of day-long drawing events that will take place throughout the coming year. Let your creativity flow—all ages welcome, no experience necessary!

VIDEO ROOM Susan Gilles "Pulling Out the Words"

Pulling Out the Words es un video de cinco monólogos en donde las palabras fueron cortadas en la edición, y se dejaron solo los ademanes de las manos y de los brazos, acompañados por el sonido de la respiración, los tartamudeos, las coletillas al hablar, las sonrisas, o los silencios. Quitando el contenido original de las palabras y dejando el movimiento aislado de las manos falla el significado específico de la comunicación y el factor de precisión del lenguaje. Normalmente este hecho pasa desapercibido, tales movimientos revelan un enlace vital entre el gesto y el pensamiento. Al mismo tiempo, parece que necesitamos de nuestras manos para sacar las palabras de nuestra boca.

Pulling Out the Words, 2011. 2' 48". HD video output on NTSC DVD
GALERIA VALLE ORTI www.valleorti.com

sábado, 27 de agosto de 2011

https://www.facebook.com/media/set/?set=a.2166933347319.117603.1666253412&l=77209a8054&type=1

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Magnólia. Rosário Forjaz .2011

Botánica. After Humboldt', en la Real Academia de Bellas Artes


Na Academia de Bellas Artes de San Fernando de Madrid está patente de 17 de junho a 16 de Setembro uma exposição de desenho e fotografia contemporânea. Os artistas Manel Armengol, 
Alberto Baraya
, Joan Fontcuberta, 
Juan Carlos Martínez, 
Rafael Navarro
 y Juan Urrios apresentam obras onde a a confluencia entre a arte e a botânica se apresentam segundo três perspectivas diferentes: a realidade, o artificial e a ficção.
No site é possivel visualizar um video com a apresentação de Rosa Olivares.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

ARTE em SEGREDO

Vai ser inaugurada esta quarta-feira, dia 8 de Junho, pelas 18h00, na Galeria dos Leões (Reitoria da Universidade do Porto, Praça Gomes Teixeira) mais uma edição da exposição "Arte em Segredo", organizada pela Faculdade de Belas Artes da U.Porto (FBAUP)

Mais do que que uma exposição de arte, "Arte em Segredo" é uma "festa" que vai reunir mais de uma centena de obras criadas especialmente para o efeito por figuras de renome da arte nacional e internacional. A originalidade do evento é que, tal como indica o seu título, os nomes dos autores de cada obra estarão escondidos do público e em segredo ficarão até à altura da aquisição - por um preço simbólico de 60 euros - de cada uma das peças.

Álvaro Siza, António Quadros Ferreira, Dario Alves, Francisco Laranjo, Joana Rêgo, Pedro Tudela, Rui Anahory e Zulmiro de Carvalho são então alguns dos artistas que contribuem para uma iniciativa que celebra ao mesmo tempo a qualidade do ensino artístico na cidade do Porto. Todo o lucro obtido a partir da venda das obras revertará para a FBAUP

Na cerimónia de inauguração desta singular exposição estarão presentes o Reitor da Universidade do Porto, José Marques dos Santos, o director da FBAUP e comissário da mostra, Francisco Laranjo, e vários dos autores das peças que integram a "Arte em Segredo". Após a inauguração, a exposição pode ser visitada até dia 22 de Junho, de segunda a sexta-feira, das 10 às 19 horas.

A entrada é livre.

CONVITE

UP/Reitoria: ARTE em SEGREDO

UP

terça-feira, 29 de março de 2011

MAGNÓLIA

O corpo de desenhos que se apresenta é entendido como o lugar de confluência de um olhar sobre uma espécie botânica viva e mutável: a Magnólia. O desenho procura desmontar a ordem. Potenciar as estruturas de metamorfose intrínsecas à sua morfologia.
Nos invernos do Porto, a magnólia branca é a árvore que primeiro dá flor. E é sob o deslumbramento da pulverização e florescência que reside a dinâmica do corpo que procura a luz. A observação do natural questiona. Obsessivamente re inventa, re pensa, regista o pensamento interior.
A série Magnólia é constituida por nove dipticos. A sistematização do tema segundo processos de serialidade confere um caracter normativo com analogias a um arquivo, a um herbário. Procura-se explorar correspondências sígnicas através de dinâmicas de transição, coerência e implicação.
A identificação e a acentuação de certas características da espécie botânica nas suas fases de mutação, é associada a acções gráficas de ordem semântica e processual. A alteração rítmica de um traço denso intensifica um gesto tenso tanto quanto a fluidez aquosa de um instante que se dissipa. Cada gesto procura cruzar a acção gráfica com a improvisação espacial e simbólica que a sustenta. O corpo físico é entendido como médium no manuseio do pincel chinês, da pena gráfica, das aguadas de pigmento e cor.
Cada desenho indexa um processo alla prima. Vive de gestos antecipados, gestos de ar e com movimentos furtivos [...] Desenhar é saberse solo, ou seja, preparado para afrontar o desconhecido e saber multiplicar-se, ou seja mover-se e metamorfosear-se .
A série Magnólia é referência acima de tudo ao que fica por dizer, ao que na suspensão do olhar se completa pelo inefável nos caminhos da percepção sensível. É aí que reside a poética do desenho.

Sobre-Natural - 10 Olhares Sobre a Natureza

MAGNÓLIA

The drawings on display are the place to which the look converges on a living, changeable botanical species: the Magnolia. Drawing seeks the dismantle order and enhance the methamorphosis strctures which are intrinsic to its morphology.
In Porto, in the winter, it is the white magnolia tree that blooms first. It is under the glare of spraying and flowering that lies the dynamics of the body that seeks the light. Observing the natural world makes you wonder:it obsessively re-invents, re-thinks and records your inner thought.
The Magnolia series is comprised of nine dipthycs. The systhematisation of the theme according to a serialisation process provides a normative character with similarities to a file, a herbarium, in order to explore semiotic correspondences through transition, consistency and implication dynamics.
The identification and enhancement of certain characteristics related to plant species in their seed mutation phases is associated with semantic and procedural graphic actions. The rhythmic change in a dense line intensifies a tense gesture, much as the water-like fluidity of a moment as it goes away. Every gesture seeks to match graphic action with the spatial and symbolic improvisation that sustains it. The physical body is seen as a medium in handling Chinese brushes, graphic feathers and watercolour pigments.

MAGNÓLIA

Each drawing indexes an alla prima process. It feeds on early gestures, made of air and with stealth movements [...]. to draw is to know you are alone, ie, ready to face the unknown and learn to multiply, or move and metamorphose.
The Magnolia series is above all a reference to what is unsaid , to what which, by suspending the look, is completed by the ineffable in the paths of sense perception. Therein lies the poetry of drawing.

Rosário Forjaz, 26 February 2011.



Georges Didi-Hubermas, El bailador de soledades, Pre-Textos, Valencia, 2008, p.43

domingo, 20 de março de 2011

Sobre-Natural - 10 Olhares Sobre a Natueza

A Casa da Cerca - Centro de Arte Contemporânea apresenta, de 26 de Março a 4 de Setembro a exposição Sobre-Natural – 10 olhares Sobre a Natureza mostra central do programa de comemorações do 10º aniversário do Jardim Botânico O Chão das Artes.

A exposição constitui-se como uma continuação da investigação desenvolvida para a exposição Natura Artis Magistra – A Natureza Mestra das Artes (realizada em 2001 no âmbito da inauguração do Jardim Botânico). Nesta exposição colectiva estão representados cinco artistas plásticos (Pedro Saraiva, Ruth Rosengarten, Rosário Forjaz, Domingos Loureiro e Pedro Vaz) e cinco ilustradores científicos (Pedro Salgado, Filipe Franco, Sara Simões, Nádia Torres, Marcos Oliveira) com um conjunto de trabalhos que reflecte um olhar contemporâneo sobre a Natureza. Do registo de paisagem ao registo do pormenor, a Casa da Cerca promove a reunião destas duas vertentes do desenho, o desenho de Natureza de expressão artística e a ilustração ao serviço da Ciência.

Inauguração: sábado, 26 de Março, 17h. Casa da Cerca - Centro de Arte Contemporânea. Rua da Cerca, 2800-050 Almada

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Botânica molecular: fotografia e desenho

Rob Kesseler trabalha no cruzamento da arte, do design, dos ofícios... E da ciência. Cria espectaculares imagens do mundo vegetal visto através das lentes dos microscópios. Em 2010, fez uma residência artística no Instituto Gulbenkian de Ciências, em Oeiras.

http://www.robkesseler.co.uk/





segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Zaida Kersten

Partilho da mesma opinião. Gostei muito de conhecer o teu trabalho e ouvir a atenta explicação da motivação e processo criativo do conjunto de fptografias em exposição no Adorna Corações. Mais uma vez a lingua portuguesa e a espanhola abraçam a omunicação em diálogo de afecto sensível não apenas no que se vê ou ouve mas em tudo o que se sente nos traços de luz , no gesto de um corpo que abraça, no olhar que toca e regista e marca a matéria o papel a subtil textura do movimento suspenso. Volatarei!

onde ver obras de Zaida Kersten:
http://www.photosapiens.com/La-Vida-es-Sueno-La-Vie-est-un-Songe-Kersten-Zaida-_5300.html
http://www.photosapiens.com/Le-Petit-Theatre-du-Corps_4431.html
http://www.photosapiens.com/Romanc-blau-Histoire-d-amour-bleu.html

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Até sempre Malangatana!




Despedi-me do Grande Malangatana na Faculdade de Belas Artes do Porto. No privilégio de ouvir a sua música, entre bustos de barro, moldes de gesso telas e cavaletes, na sala onde diáriamnete se procura a essência das artes da representação ...e da expressão visual, reencontrei a sua alegria, estima e franca generosidade.

A responsabilidade cabe agora a quem fica: dar continuidade ao que nos ensinou através de sábias acções. Malangatana, no calor dos afectos trocados entre naturais da nossa terra, fica o eterno desejo de retorno ao lugar de nascença. Ficam as saudades MUITAS agora e sempre!

domingo, 2 de janeiro de 2011

bom ano 2011

Enganam-se os que pensam que só nascemos uma vez.
Para quem quiser ver a vida está cheia de nascimentos.
Nascemos muitas vezes ao longo da infância
quando os olhos se abrem em espanto e alegria.
Nascemos nas viagens sem mapa que a juventude arrisca.
Nascemos na sementeira da vida adulta,
entre invernos e primaveras maturando
a misteriosa transformação que coloca na haste a flor
e dentro da flor o perfume do fruto.
Nascemos muitas vezes naquela idade
onde os trabalhos não cessam, mas reconciliam-se
com laços interiores e caminhos adiados.
Enganam-se os que pensam que só nascemos uma vez.
Nascemos quando nos descobrimos amados e capazes de amar.
Nascemos no entusiasmo do riso e na noite de algumas lágrimas.
Nascemos na prece e no dom.
Nascemos no perdão e no confronto.
Nascemos em silêncio ou iluminados por uma palavra.
Nascemos na tarefa e na partilha.
Nascemos nos gestos ou para lá dos gestos.
Nascemos dentro de nós e no coração de Deus.
José Tolentino Mendonça