sábado, 4 de outubro de 2008

anoitecer no campo

a rega leva o seu tempo
e a noite a chegar
parece que aqui, chega mais cedo,
o céu ainda esta cinza, azul... será indigo? prússia?
as árvores subindo, elevam os nossos olhos
queremos chegar lá, ver onde chegam
ver o que conseguimos alcançar ... o céu, a tranquilidade

as plantas estavam com sede e as florinhas amarelas, dispersas. Fechadas.
está a chegar o frio
a colorir o verde, de laranja, carmin, roxo até!

molhadas as pedras com o jacto forte
o musgo, para chegar
o despojar da paisagem, dar-nos-há a conhecer a configuração de algumas espécies
serão desenhos de ramos entrelaçados, enredados pelo tempo

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

"Herbário de Gestos", G. Plumba/ Porto Canal, da TV CABO

AMIGOS,

A entrevista com o Pedro Nunes da Porto Canal, da TV CABO,
vai passar nos seguintes dias e horas:

6ª FEIRA - Programa "Porto Alive" entre as 19.30 e as 21.00 hs
SABADO - Programa "Culture Club" às 17.30 e as 03.00 manhã
DOMINGO - Programa "Culture Club" às 12.30 e as 03.00 manhã

foi divertido,... vamos ver no que dá!
beijinhos

sábado, 20 de setembro de 2008

Herbário de Gestos

Herbário de Gestos, 2007.

A envolvência quotidiana com práticas de jardinagem no espaço onde habito, tem vindo a acentuar, o meu interesse pelas questões em torno do conhecimento e da representação das espécies botânicas. A possibilidade de plantar flores no exterior, acompanhar o seu crescimento e conhecer os seus aspectos morfológicos constitui uma vivência muito aprazível e que se reverte em momentos de tranquilidade no espaço doméstico. Na sequencia deste estímulo de relação com a natureza e com o valor simbólico que transporta consigo, no “entendimento do desenho, como a materialização de uma acto consciente – onde o gesto incorpora o acto do pensamento” (NEWMAN cit. ZEGHER: 2003, 72), constituiu uma razão, para explorar a experiência perceptiva segundo novos modos e processos.
Merleau Ponty (1908-1961) na sua obra, O Visível e o Invisível, refere que o conhecimento do mundo tem origem na vivência de cada um. São as nossas aprendizagens, experiências e sentimentos, que perspectivam a nossa percepção e acção. A vontade de saber mais, sobre esta temática viva e mutável, conduziu ao desenvolvimento de um conjunto de práticas, ao nível dos processos pictóricos num entrosamento, com os modos de classificação e arquivo das espécies botânicas.

Herbário de Gestos, reúne um conjunto de 50 desenhos realizadas em 2007. O corpo de desenhos, que se apresenta, recorre a uma espécie em particular: as raízes tuberosas das dahlias. Cada desenho foi realizado a partir do natural. As características materiais de cada um, são as seguintes: 51x36 cm, aguarela Rembrandt sobre papel winsor & newton, 220 gramas 100% algodão acetinado. A pena gráfica e o pincel chinês, foram os instrumentos utilizados.
Revelar o que da essência das dahlia, se deixa expressar, através do gesto que as desenha, foi um dos objectivo de orientação. Dentro da mesma espécie botânica, variam os referentes, e sem intenção objectiva, o tom da aguarela. A dimensão, o suporte papel, o pincel chinês, a pena gráfica e a escala de representação, são uma constante.

A escolha do referente - as raízes tuberosas das dahlia, prende-se com o significado do próprio termo. A raiz é o órgão das plantas superiores, que se situa na posição inferior do caule. Cresce no seu sentido inverso, destina-se a fixar a planta ao solo e a absorver as substâncias que a alimentam. As raízes possuem pequenos tubérculos carregados de reservas nutritivas que a seu tempo irão desenvolver-se, rasgar o solo, desabrochar e florescer.
O reconhecimento icónico e simbólico da raiz vegetal, aponta para a intenção subjacente que os procedimentos e a experimentação pictórica procuram explorar. Associar a raiz da dahlia, por um lado, como conceito vinculado aos significados de origem, principio e ligação entre as partes que a constituem e por outro lado, apreender as tensões, os movimentos, a intensidade das marcas transferidas para o gesto que traça e que configura cada tubérculo, antecipando as implicações temporais que a metamorfose e o crescimento da espécie convoca. Usar o corpo, como médium de transporte, na transferência de certas características da espécie para o acção do gesto, do pensamento. Entre o manusear do pincel e da tinta aquosa, na observação de um detalhe ou da totalidade da forma. A repetição de cada gesto, seja rápido ou lento, hesitante ... interrompido... procura nos contornos, nas pausas e nas marcas de cada acção, os limiares da representação.

Rosário Forjaz.
Galeria Plumba, 20 Setembro, 2008


MERLEAU-PONTY, M. (1971), O Visível e o Invisível, Editora Perspectiva, São Paulo.
ZEGHER, Catherine de, (2003) The Stage of Drawing: Gesture and Act, Tate Publishing and The Drawing Center, New York.

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

dahlia - a flor desabrochou, o bolbo ainda na terra, agora no vaso


Captadas pelo telemóvel ou pela camara digital, esta é a 1ª flor.
Foi fotografada há uns dias...hoje já outras desabrucharam, 
uma vermelha fucsia,
um botão vai crescendo e anuncia a cor roxa.
A folhagem que as envolve é muita, folgosa.
Subterrâneos os tuberculos permanecem agora,  escondidos ao olhar,
ao registo gráfico.
Registo que em breve vos darei a conhecer na exposição do dia 20 Setembro
na Galeria Plumba, no Porto.
Até lá, quantas flores rasgaram o botão esférico?
Quantas cores? quantas formas...

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

campo

entre o azevinho, o chorão. os pinheiros a urze roxa, os agapantos liláses já abertos
o céu recortado pela montanha que ao entardecer se avermelha ou esconde na névoa

quarta-feira, 2 de julho de 2008

olhares, gestos do quotidiano


Um gesto, um olhar fala, grita em palavras mudas.
um olhar que anseia, que ri que cruza outro
um pensamento que se exterioriza
uma gargalhada que se solta
momentos vividos e sentidos
aqui neste quotidiano que dá e tira
que acrescenta,
acreditamos sabedoria!
rostos com nome para uns, para outros apenas
imagens, manchas de cor e de significado.

segunda-feira, 2 de junho de 2008

ainda tranquila a manhã
ainda  apenas a rotina  de sair de casa
reservando o olhar e a atenção
para outras horas em que 
os lirios desta varanda sobranceira
ne aguardem

quarta-feira, 28 de maio de 2008

domingo, 25 de maio de 2008

Bom dia!
em circulos a meio campo andam três passaros a acenar
mais longe na cortina de árvores que fecha o
olhar, será uma andorinha?


sábado, 24 de maio de 2008

2 folhas de inverno


Olá Rosarinho
Convidaste-nos para o teu blog e aqui fica a primeira contribuição. Foto da Leonor.
Bjs. ac

sexta-feira, 23 de maio de 2008

Aniversário no campo do gerês em familia






dia chuvoso
de comboio até braga e depois de boleia para o gerês
3 gerações e muita animação e boa disposição!
à falta de melhor a vela vermelha encaixou no centro do pão de ló
centro do mundo e da vida recomeçada
sempre a girar, a girar, a girar

quarta-feira, 21 de maio de 2008

em casa






algumas registos com a nova câmara
foi diferente passar o dia de anos em viagem 
e mais velha, mais um ano,
recomeçar sempre... procurando
tranquilidade e encantamento.