domingo, 5 de dezembro de 2010

Melanoselinum . Rosário Forjaz . joalharia . 2010

Melanoselinum decipiens é o nome latino que identifica a espécie botânica em referência a esta exposição. A terminologia varia de acordo com as culturas e os países. Na língua portuguesa, é conhecida por aipo de gado ou aipo da serra, em francês selin noir, em espanhol perejil negro, em inglês black parsley, zwarte peterselie em holandês, entre outros.

Pertence à família das Apiaceae. A inflorescência resulta da distribuição dos pedículos numa volumetria que sugere a forma de um guarda chuva. Na relação com o eixo central, esta estrutura sustenta as flores e é responsável pela condução da seiva. As pequenas flores de cor esbranquiçada apresentam uma simetria radial com cinco sépalas, cinco pétalas e cinco estames. A dimensão de cada influorescência varia, podendo alcançar um diâmetro bastante grande. A floração ocorre entre os meses de Abril a Agosto.

A viagem à ilha da Madeira no verão de 2009 permitiu-me contactar com esta espécie endémica da ilha. Conhecê-la no seu habitat. Colhê-la.
Mais tarde, longe, no ateliê no Porto, o pensamento evoca, flui, cruza o tempo.
Da viagem, dos passeios a pé, ficam os registo gráficos de plantas, de flores. Herbários que guardo. Objectos relicário onde a escolha do papel suporte é cuidada na forma, na cor e na dimensão reduzida em conformidade com a bagagem de viajante.

A deslocação dos registos do lugar de origem equaciona uma dimensão espacial e temporal nova. O gesto repete-se e sobrepõe-se ao anterior sem o substituir.
Pensar Melanoselinum é intuir poética e plasticamente sobre a ideia de paisagem. Se por um lado a fisionomia da espécie botânica alicerça o desafio, por outro a integração dos seus elementos em processos de experimentação e seriação gráfica nomeia o que não se conhece. As linhas de orientação articulam-se. Expandem-se em diferentes direcções e coordenadas na experiência do sensível. A sistematização dos processos de experimentação e pesquisa cria categorias que organizam o que primeiro se informou ou sugeriu. A narrativa convoca a ficção atribuindo etiquetas nominais abertas à reflexão.
Cada objecto é paisagem. Cada ring cada pin, é desenho. São objectos de mão agrupados em dois grupos de acordo com o uso. São 50, meio cento: 25 alfinetes e 25 anéis. Circulares na forma, dinâmicos no conceito: linhas em circulo (lc) e círculos em círculos (cc). O método de trabalho subverteu em certos casos as diferenças ou possíveis exigências de uso parcial (entre os dois grupos). Como num arquivo, que sistematiza a informação e cada acção, o desenho converte-se em processo e a criação é entendida como desenho em si mesmo.

A matéria das coisas e a semântica visual das formas, cores, texturas, concordâncias, cheios e vazios, silêncios e densidades, convocam a permanência do olhar revisitado. A corola da flor, a pulverização das sementes, a estrutura radial dos estames, o envelhecimento que confere a patine cobre, a oxidação e a subtil inscrição na auréola da flor que subsiste, são corpo vegetal.

O desenho resgata a matéria ao compromisso formal e conceptual.
RINGs & PINs são objectos para usar no corpo. são desenhos em transito.

RINGs & PINs





RINGs & PINs com novo dono

MELANOSELIUM



quarta-feira, 31 de março de 2010

o que é uma fronteira?

Limpar Portugal: 20Março 2010

Espírito de equipa e de voluntariado. O que se resgatou ao que à paisagem não pertence numa encosta íngreme, escorregadia e encarcerada por troncos negros. Respigar os detritos dos selvagens que ousam castigar o que ainda é natureza, foi um acto do qual me orgulho. O que desejo? O que peço? Mais do que acções como esta que NÃO SUJEM! O GERÊS é um santuário natural e como tal merece RESPEITO!

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

INAUGURAÇÃO Exposição Individual 4DEZEMBRO2009: 22hs



Convivermos com o que não sabemos definir é melhor do que sabermos tudo.
O conjunto sequencial, em 3 tempos, entre outras séries que se apresentam na exposição, perspectiva a amplitude e a exploração do tema central do gesto no desenho, através de estratégias processuais vinculadas aos conceitos da repetição e do inefável.
Os meios, a grafite, os pigmentos sépia e azul cobalto, transferem de uma forma aquosa as marcas de uma gestualidade contida.

aspiro ao que é terno

neves de inverno
enebriam ao surgir de rompão

apagando as esfuziantes cores da estação
revelam o que é sereno
expõem o que é eterno
na fronteira da razão

neves de inverno
aspiro ao que é terno
trocada a estação
mas jamais a feição

ceruleo in snow





rose


mushroom on the green





terça-feira, 24 de novembro de 2009


Casa com Jardim em Almada
É na CASA DA CERCA - Centro de Arte Contemporânea, em Almada, o lançamento do livro Casa com Jardim e a inauguração da exposição "Herbário https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi6dJXZRO7EyqqKnR1EjCLdtb8fuxbrmt3WcmwjJ7mjgm2NltBKfR7NimJZZX_FzNj1Ph-qK2l5MBpjWGjeCuh1KIz_OoxZReknocxcs1nStK41rrxTSm1Af_DbDCBA3DfBiksadGoxxWo/s1600/herbario.bmpCriativo", amanhã, a partir das 15h30.
A Casa com Jardim é um livro de Emília Ferreira com ilustrações de Fernanda Fragateiro, a pensar no público dos cinco aos dez anos e conta a história da criação da Casa da Cerca enquanto centro de arte contemporânea. Faz ainda uma incursão pela história de Almada, desde os tempos da ocupação árabe até aos dias de hoje.
O livro revela ainda as actividades que se fazem no centro bem como alguns aspectos da arte contenporânea
Quanto ao "Herbário Criativo" é uma exposição de um projecto educativo da autoria de Mário Campos e Isabel Rainha com trabalhos de pequenos artistas.
"A Casa da Cerca prossegue assim o objectivo de desenvolver um Serviço Educativo baseado em princípios de sensibilização, motivação e interpretação da arte contemporânea, através da realização de actividades em torno das exposições, explorando também a ligação das Artes Plásticas à Natureza e à Ciência.", diz em comunicado a autarq